Fubá

 O fubá está para nós mineiros assim como a mandioca está para os nordestinos. Mineiro que é mineiro sabe apreciar o fubá no seu prato. No café da manhã tem bolo, pamonha, mingau e broa e nas demais refeições angu acompanhado de uma folha verde ( ora - pronobis, couve, taioba, serralha , samambaia ou gondó) refogado com muito alho é sempre uma sensação de satisfação à mesa. O fubá pode ser mimoso ou de canjica ou até mesmo de moinho. Cada um tem a sua preferência na hora de fazer suas receitas em relação ao fubá, no entanto, todos os pratos são extremamente saborosos.

  Estudiosos dizem que a espiga de milho mais antiga data de 6.000 anos e foi descoberta no Vale de Tehuacan, no Sudoeste do México. Seu consumo era comum em civilizações que habitavam o México, América Central e América Andina muito antes da colonização espanhola. Incas, Maias, Astecas ficaram historicamente conhecidos como "civilazações do milho".

 O milho  também é muito usado na cozinha caipira ou tradicional brasileira. O Peru e a Bolívia produzem milho de cores variadas, mas no Brasil predominam dois tipos: o branco e o amarelo. Em Minas Gerais o fubá é feito com os dois tipos de milho seco e triturado. Hoje boa parte do fubá vem dos moinhos industriais. Mas o Mineiro valoriza mesmo  é o fubá artesenal feito no moinho de roda d' água, que é mais grosso e dá um angu mais incorpado. Lembrando que o nome fubá vem do dialeto angolano quimbundo. Nessa língua , a palavra é dita sem acento agudo na última sílaba. Os africanos falam fuba quando querem se referir á farinha.

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